Sobre o Rockabilly
 Gene Vincent and The Blue Caps, 1957.
Rockabilly é um dos gêneros do rock and roll. Este estilo musical tornou-se conhecido durante os anos 50 devido à artistas norte-americanos. Durante aquela década o gênero foi impulsionado por batidas atrativas, guitarras e violoncelos que eram tocados usando a técnica slap-back (ato de bater nas cordas, ao invés de puxá-las individualmente).
Embora o rockabilly seja considerado como tendo surgido no início dos anos 50 quando Bill Haley começou a misturar jump blues com electric country, ele nasceu na realidade pelo desenvolvimento da música country nos anos 40, com artistas como Tennessee Ernie Ford (Smokey Mountain Boogie), Hank Williams (Rootie Tootie), e Merle Travis (Sixteen Tons),
Em 1954 entretanto, um cantor chamado Elvis Presley iniciou a verdadeira popularização do gênero com uma série de gravações lançadas pela Sun Records. "Rock Around The Clock", sucesso lançado por Bill Haley em 1955, foi o ponto de partida do estilo, e catapultou as carreiras de diversos artistas de rockabilly. O rockabilly também é o estilo usado nas primeiras gravações de Buddy Holly.
Já em 1958 a maioria desses artistas haviam mudado de estilo e o rockabilly praticamente desapareceu da música popular.
Nos anos 80, os The Stray Cats reacenderam um breve interesse no rockabilly. Mais tarde, bandas como The Meteors e Reverend Horton Heat mesclaram o estilo com o punk, formando um sub-gênero chamado de psychobilly.
Bandas atuais de rockabilly usam em suas apresentações componentes teatrais característicos do gênero: penteados exagerados, roupas e atitudes de "bad boys", truques com o violoncelo e letras sobre automotivos e relacionamentos amorosos.
Principais artistas do gênero
- Postado por: S3tpunk às 15h43
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Soldados de Adolf Hitler eram movidos a drogas
Tropas recebiam anfetaminas, cocaína e todo tipo estimulantes para incentivar "atos de bravura acima do comum" nos combates; entre os efeitos colaterais, houve uma perda dos padrões morais de comportamento e um aumento do número de soldados viciados

Os nazistas pregavam a abstinência sob pretexto de promover a saúde nacional. Mas quando se tratou de travar as suas "blitzkrieg" --guerra relâmpago, estratégia criada na Alemanha em 1930 que consiste no uso simultâneo de blindados e aviões visando a neutralizar o inimigo antes que ele tenha tempo de opor uma frente sólida ao ataque-- eles não tiveram escrúpulos para dopar os seus soldados com grandes quantidades de drogas e de álcool.
O speed (anfetaminas, ou seja, substâncias psico-estimulantes que transmitem a ilusão de ser invencível e apagam toda sensação de cansaço) era a preferência nacional em termos de drogas, mas muitos outros se tornaram dependentes da morfina e do álcool.
Numa carta com data de 9 de novembro de 1939, aos seus "caros pais e irmãos", enviada para o domicílio familiar em Colônia, um jovem soldado estacionado na Polônia ocupada escreveu: "As coisas não estão para a brincadeira, por aqui, e eu espero que vocês vão entender se eu só conseguir escrever para vocês uma vez a cada dois ou quatro dias. Hoje, eu estou lhes escrevendo principalmente para pedir-lhes para me enviar um pouco de Pervitin ...; Amo Vocês, Hein".
O Pervitin, um estimulante mais conhecido hoje como "speed", era a droga-milagre do exército alemão --conhecido como Wehrmacht.
Em 20 de maio de 1940, o mesmo soldado, com idade de 22 anos, escreve mais uma carta para a sua família: "Será que vocês poderiam conseguir para mim uma maior quantidade de Pervitin, de modo que eu possa constituir uma reserva aqui?".
Então, numa carta que ele envia de Bromberg em 19 de julho de 1940, ele insiste: "Sem querer lhes pedir o impossível, por favor, me enviem mais Pervitin".
O homem que escreveu essas cartas tornou-se um escritor famoso, anos mais tarde. Era Heinrich Boell, que, em 1972, foi o primeiro alemão a ser contemplado com o Prêmio Nobel de Literatura no período do pós-guerra.
Muitos soldados da Wehrmacht estavam sob o efeito do Pervitin quando eles partiram para a batalha, em particular contra a Polônia e a França --numa blitzkrieg movida a speed.
O exército alemão foi abastecido com milhões de comprimidos de metanfetaminas (anfetaminas potencializadas, conhecidas hoje por nomes tais como vidro, gelo, cristal e speed, cujos efeitos são parecidos com os da cocaína) durante o primeiro semestre de 1940.
As drogas faziam parte de um plano cujo objetivo era de auxiliar os pilotos, os marinheiros e os soldados das tropas da infantaria a se tornarem capazes de realizar feitos sobre-humanos.
Os oficiais dos altos escalões do exército distribuíam generosa e liberalmente tais estimulantes, assim como bebidas alcoólicas e entorpecentes, pela simples razão que eles acreditavam que drogar e intoxicar as tropas os ajudaria a conquistar a vitória sobre os Aliados.
Mas os nazistas se mostraram extremamente displicentes em relação à necessidade de monitorar os efeitos colaterais deste consumo, tais como a dependência das drogas e um declínio dos padrões morais de comportamento.
Após ter sido lançado no mercado pela primeira vez em 1938, o Pervitin, uma metanfetamina que acabara de ser desenvolvida pela companhia farmacêutica Temmler, baseada em Berlim, tornou-se rapidamente um campeão de vendas em meio à população civil alemã.
Segundo uma reportagem publicada pela revista especializada "Klinische Wochenschrift" ("Clínico Semanal"), esta droga supostamente milagrosa foi então submetida às avaliações e às diligências de Otto Ranke, um médico do exército e diretor do Instituto de fisiologia geral e de defesa, na Academia de Medicina do Exército, em Berlim.
Os efeitos das anfetaminas são similares àqueles da adrenalina, que o próprio corpo produz. Elas despertam sensações de aumento de energia e de atenção. Na maioria das pessoas, esta substância aumenta a confiança em si mesmo, a concentração e a vontade de assumir riscos, enquanto, ao mesmo tempo, ela reduz a sensibilidade à dor, à fome e à sede, e diminui ainda a necessidade de dormir.
Em setembro de 1939, Ranke testou a droga em 90 estudantes da universidade, e concluiu que o Pervitin poderia ajudar a Wehrmacht a vencer a guerra. No início, o Pervitin foi testado nos motoristas do exército que participaram da invasão da Polônia.
Então, segundo relata o criminologista Wolf Kemper, ele passou a ser "distribuído sem qualquer escrúpulo para as tropas que combatiam no front".
- Postado por: S3tpunk às 17h15
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Soldados de Adolf Hitler eram movidos a drogas
35 milhões de comprimidos
Durante o curto período que vai de abril a julho de 1940, mais de 35 milhões de comprimidos de Pervitin e de Isophan (uma versão levemente modificada produzida pela companhia farmacêutica Knoll) foram enviados para o exército e a força aérea alemães.
Uma parte dos comprimidos, cada um contendo três miligramas de substância ativa, foi encaminhada para as divisões médicas da Wehrmacht sob o codinome de OBM, e foi então distribuída diretamente para as tropas.
Era possível até mesmo fazer pedidos de emergência por telefone caso uma remessa precisava ser feita com urgência. As embalagens traziam a inscrição "Estimulante", e as instruções recomendava tomar uma dose de um a dois comprimidos "somente se a necessidade se fizer sentir, para permanecer acordado".
Mesmo naquela época, os médicos estavam preocupados com o fato de que a fase de regeneração depois do consumo da droga se tornava cada vez mais longa à medida que ela era consumida, e que os seus efeitos diminuíam gradativamente entre os usuários freqüentes.
Em casos isolados, alguns usuários sofriam de problemas de saúde tais como um excesso de transpiração e desordens circulatórias, e houve até mesmo diversos casos de morte.
Leonardo Conti, o ministro da saúde do Terceiro Reich e um seguidor da crença de Adolf Hitler no asceticismo, tentou restringir o uso da metanfetamina, mas obteve um sucesso apenas moderado, ao menos no que diz respeito à Wehrmacht.
Apesar de o Pervitin ter sido classificado como substância de uso restrito em 1º de julho de 1941, no quadro da lei do Ópio, dez milhões de comprimidos foram enviados para as tropas naquele mesmo ano.
O Pervitin era considerado de maneira geral como um remédio de eficiência comprovada, próprio para ser utilizado por soldados quando estes se encontravam em situações que os submetessem a estados de tensão extrema.
Um memorando dirigido aos oficiais médicos da marinha acrescentou as seguintes considerações:
"Cada oficial médico precisa estar ciente de que o Pervitin é um estimulante altamente diferenciado e poderoso, uma ferramenta que lhe permitirá, a qualquer momento, auxiliar ativa e efetivamente, dentro da sua esfera de influência, certos indivíduos a executarem funções com uma eficiência acima da média".
- Postado por: S3tpunk às 17h14
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Soldados de Adolf Hitler eram movidos a drogas
"Os seus espíritos haviam melhorado de repente"
Os efeitos do Pervitin eram sedutores. Em janeiro de 1942, um grupo de 500 soldados alemães, estacionado no front do leste e cercado pelo Exército Vermelho, estava tentando escapar. A temperatura era de -30Cº.
Um médico do exército loteado nesta unidade escreveu no seu relatório que, por volta da meia-noite, quando eles vinham fugindo havia seis horas, avançando na neve que, em certos lugares, chegava à altura da cintura, "em número cada vez maior, os soldados estavam tão esgotados que eles começaram a se deitar simplesmente na neve". Os oficiais que comandavam o grupo decidiram então dar Pervitin aos seus homens.
"Meia-hora mais tarde", prosseguiu o médico no seu relatório, "os homens começaram a se animar espontaneamente; eles diziam se sentir melhor. Eles retomaram a sua marcha de maneira ordenada, os seus espíritos haviam melhorado de repente, e eles se tornaram mais alertas".
Foi preciso esperar quase seis meses para ver este relatório chegar finalmente até as mãos dos responsáveis do comando médico superior do exército.
Mas, a sua reação foi simplesmente de divulgar novas indicações e instruções para os usuários do Pervitin, inclusive informações sobre os riscos, as quais não apresentavam praticamente nenhuma diferença em relação às instruções anteriores.
Os "Procedimentos para Detectar e Combater o Cansaço", detalhados numa circular emitida em 18 de junho de 1942, eram exatamente os mesmos de sempre: "Dois comprimidos tomados de uma vez eliminam a necessidade de dormir, por um período de três a oito horas, enquanto duas doses de dois comprimidos cada são normalmente eficazes por 24 horas".
Mais perto do final da guerra, os nazistas estavam trabalhando até mesmo numa outra pílula milagrosa para as suas tropas.
No porto marítimo de Kiel, no norte da Alemanha, em 16 de março de 1944, o então vice-almirante Hellmuth Heye, que mais tarde se tornaria membro do Parlamento alemão pela legenda do conservador Partido Democrata-Cristão e presidente do Comitê de Defesa nesta mesma Casa, requisitou um remédio "que permita manter os soldados dispostos para o combate quando a situação exige que eles continuem a lutar além do período de tempo considerado normal, e que ao mesmo tempo estimule a sua auto-estima".
Pouco tempo depois, um farmacologista de Kiel, Gerhard Orzechowski, apresentou a Heye uma pílula de codinome D-IX. Ela continha cinco miligramas de cocaína, três miligramas de Pervitin e cinco miligramas de Eukodal (um analgésico à base de morfina).
Hoje em dia, um vendedor de drogas que for preso com uma droga tão potente como essa logo acabaria atrás das grades. Naquele tempo, contudo, esta droga foi testada em tripulantes que trabalhavam nos menores submarinos da marinha, conhecidos pelos nomes de "Lobo do mar" e "Castor".
- Postado por: S3tpunk às 17h13
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Soldados de Adolf Hitler eram movidos a drogas
O consumo de álcool era incentivado
O álcool, a droga do povão, também era popular na Wehrmacht.
Num relatório a respeito do álcool, Walter Kittel, um general membro do corpo médico, escreveu que "ninguém, a não ser um fanático, se recusaria a dar a um soldado algo que possa ajudá-lo a relaxar e a ter prazer com a vida depois de ter encarado os horrores da batalha, ou o repreenderia por estar curtindo um ou dois drinques amigáveis com os seus camaradas".
Os oficiais chegavam a distribuir álcool para as suas tropas como forma de recompensa, enquanto o schnapps (cachaça) era vendido comumente em quitandas do exército, uma política que trazia embutido um efeito colateral "oportuno", uma vez que dessa forma, boa parte do soldo dos soldados acabava voltando para o exército.
"O comando do exército fazia vistas grossas para o consumo de álcool, enquanto este não resultasse em cenas de embriaguez em público por parte de membros do contingente", explica o historiador Peter Steinkamp, de Friburgo, um especialista no consumo de produtos dopantes que imperava na Wehrmacht.
Mas, em julho de 1940, pouco depois da capitulação da França, Hitler despachou a seguinte ordem: "Eu espero que os membros da Wehrmacht que se deixem levar pela tentação de cometerem atos criminosos como resultado de um abuso do consumo de álcool sejam punidos com severidade". Os mais sérios contraventores poderiam até mesmo se ver infligir "uma morte humilhante".
Mesmo assim, as tentações da bebida eram aparentemente mais poderosas que as ameaças do Fuehrer. Foi preciso esperar por mais um ano ainda até que o comandante-em-chefe do exército alemão, o general Walther von Brauchitsch, chegasse à conclusão de que as suas tropas estavam cometendo "as mais graves e sérias infrações" nos campos da moralidade e da disciplina, e que o grande culpado era "o consumo excessivo de álcool".
Entre os efeitos adversos do alcoolismo, o general enumerava as brigas (entre os próprios soldados), os acidentes, maus-tratos infligidos a subordinados, atos violentos contra oficiais superiores e "crimes envolvendo atos sexuais não-naturais". O general estava convencido de que o álcool estava pondo em perigo a "disciplina dentro do exército".
Segundo uma estatística interna que foi realizada pelo chefe do corpo médico, ao menos 705 dos casos de morte que ocorreram no exército entre setembro de 1939 e abril de 1944, teriam um vínculo direto com o consumo excessivo de álcool.
Na realidade, este número, apresentado por uma pesquisa não-oficial, deve ter sido bem mais elevado, já que ele não leva em conta os acidentes de trânsito, nem os acidentes envolvendo armas e nem os suicídios, os quais eram provocados frequentemente pelo uso de álcool.
Os oficiais médicos foram instruídos a admitirem alcoólatras e viciados em drogas nas suas clínicas, para tratamentos. Segundo uma ordem emitida pelo serviço médico, esta solução apresentava "a vantagem de poder ser prorrogada indefinidamente".
Uma vez encarcerados nessas clínicas, os viciados eram submetidos a uma avaliação conduzida em função das disposições da "Lei de Prevenção da Procriação com Doenças Hereditárias" e podiam até mesmo ser submetidos à esterilização forçada e à eutanásia.
- Postado por: S3tpunk às 17h13
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Soldados de Adolf Hitler eram movidos a drogas
A execução de um contrabandista
O número de casos nos quais soldados ficaram cegos ou até mesmo morreram ao consumirem álcool metílico começou a aumentar. De 1939 em diante, o Instituto de Medicina Forense da Universidade de Berlim listou constantemente o álcool metílico como o principal fator de casos de morte que resultaram da ingestão de venenos por inadvertência.
A execução de um oficial alemão de 36 anos, na Noruega, no outono de 1942, teve por objetivo de servir de exemplo. Este oficial, um motorista, havia vendido cinco litros de álcool metílico, o qual, segundo ele garantia, tinha um teor alcoólico de 98% e podia ser utilizado para produzir bebidas alcoólicas, para uma unidade de defesa antitanque do regimento de infantaria.
Vários soldados ficaram doentes, e dois morreram. O homem, acusado oficialmente de ser um "inimigo do povo", foi executado por um pelotão de fuzilamento.
Segundo a ordem do dia emitida em 2 de outubro de 1942, "a punição será anunciada para as tropas e as unidades auxiliares, e ela será utilizada como uma ferramenta para admoestações insistentes e repetidas".
Mas os soldados achavam aparentemente que toda e qualquer coisa que pudesse ajudá-los a escaparem dos horrores da guerra era justificável.
Apesar do conhecimento geral dos riscos que ela representava, a dependência da morfina alastrou-se amplamente entre os feridos e o pessoal médico no decorrer da guerra. Em 1945, havia quatro vezes mais médicos do exército viciados em morfina do que no início da guerra.
- Postado por: S3tpunk às 17h12
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Soldados de Adolf Hitler eram movidos a drogas
Médicos alemães experimentavam drogas em si mesmos
Franz Wertheim, um oficial médico que havia sido enviado para uma pequena aldeia da Palestina, perto do Muro das Lamentações, em 10 de maio de 1940, escreveu o seguinte relato:
"Para ajudar o tempo a passar, nós médicos experimentávamos as substâncias em nós mesmos. Nós começávamos o dia bebendo um copo daqueles grandes de água repleto até a borda de conhaque e tomando duas injeções de morfina. Nós achávamos que a cocaína era ótima se consumida ao meio-dia e, na parte da tarde, nós tomávamos de vez em quando doses de Hyoskin", um alcalóide derivado de algumas variedades de beladona, normalmente utilizado como medicação.
Wertheim acrescenta: "O resultado disso é que nós nem sempre estávamos plenamente de posse dos nossos sentidos".
Para prevenir uma "epidemia de morfinismo, tal como a que ocorreu depois da Primeira Guerra Mundial", o professor Otto Wuth, um sargento professor e consultor em psiquiatria no alto-comando médico do exército, escreveu uma "Proposta para Combater o Morfinismo" em fevereiro de 1941.
O que Wuth estava propondo era que todos os feridos que se tornassem viciados como resultado do tratamento que lhes havia sido ministrado deveriam ser recenseados de maneira centralizada e se apresentar perante o "Conselho Médico Distrital", onde eles seriam ou abastecidos legalmente com morfina, ou passariam por exames de rotina antes de serem enviados para tratamento em centros de reabilitação das drogas.
"Desta maneira", concluía Wuth, "os dependentes de morfina poderiam ser registrados e monitorados, e impediremos os indivíduos deste grupo como um todo de se tornarem criminosos".
As lideranças nazistas mostraram-se mais clementes com aqueles que haviam se tornado dependentes de drogas em conseqüência da guerra do que com os alcoólatras, provavelmente porque a Wehrmacht estava ciente de que ela poderia ser processada por perdas e danos, uma vez que ela era de fato a principal responsável por esta situação, por ter distribuído as drogas em primeiro lugar.
Texto retirado de website: http://www.spiegel.de/
- Postado por: S3tpunk às 17h11
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ATENÇÃO "NAZISTAS" BRASILEIROS!!!

O movimento nazista é resultado da baixa auto-estima de um país pós-guerra e hoje pessoas com complexos de inferioridade encontram no nazismo uma forma de “se enaltecer” rebaixando os outros.
Isso só interessa a adolescente vagabundo que precisa de algo externo a si para possuír algum valor, porque não estudam, mas insistem em mostrar que dominam grande conhecimento usado “cut & past” sem jamais ter lido o que estão colando para impressionar outros idiotas que também nunca vão ler
Nos paises de 1º mundo, o nazismo ocorre entre as pessoas que não conseguem “se qualificar” dentro de uma cultura organizada e atribuem aos “estrangeiros” a razão do seu fracasso.
No tempo que estive no lado brasileiro e nazista do Orkut, percebi que esse é o movimento dos “excluídos”, dos que moram nas periferias miseráveis de São Paulo, do esquecido Sul do Brasil e dos “caipiras”, que em país do 1º ou 3º mundo são motivo de piadas, por se conservarem obtusos frente as mudanças.
Só procura culpados quem é da polícia ou precisa responsabilizar alguém por seus fracassos e infelicidades. Então, procure fazer uma boa plástica, fazer um bom curso, ler bons livros, morar numa cidade civilizada e deixe de se esconder atrás da covardia natural dos perdedores.
Quem está bem e realizado com a própria vida, VIVE E DEIXA VIVER!
E não se iludam, tudo que os seus “Kamaradas Europeus” esperam de vocês, estrangeiros de passaporte latino que vivem tentando “virar europeu”, é que ajudem o movimento se matando, de preferência já de frente para uma vala comum.
Agora enquanto o nazismo não chega para mandar vocês para vala, comecem a estudar um pouco mais a gramática do seu país, porque essa postura vulgar e pouco culta só serve para marginalizar ainda mais a sua sociedade.
Depois não venham dizer que “eu odeio o Brasil”, porque ninguém atira em cachorro morto. Um país com cidadãos como vocês, é digno de pena, não de ódio.
- Postado por: S3tpunk às 13h41
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RABAUKEN

ALL' DIE JAHRE...
- Postado por: S3tpunk às 20h15
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Rabauken - All die Jahre
Rabauken - All die Jahre
http://www.rabauken.com
Classificação: 
Bom, irei fazer um breve release de um álbum no qual eu tenho escutado ultimamente. Rabauken, uma banda diretamente das redondezas da Alemanha, que do início era apenas formada por dois irmãos, Bernd e Mario, que decidiram tomar rumo a música profunda das raízes Oi (Street Punk). All Die Jahre é apenas um dos álbuns lançados pela banda, precisamente o segundo álbum, e recomendo, não só pelas letras (que infelizmente são todas em alemão) mas pela música que tem um bom toque de Rast Knast. Neste álbum pode se conferir as seguintes trilhas:
- ALFRED TETZLAFF
- ALL DIE JAHRE
- ALTER MANN DORT OBEN
- BUNDESWEHR
- ICH SCHEISS EUCH WAS!
- KICKERFREUNDE (KF HILDEN)
- OI! OI! OI!
- TEKKNO-KACKE
- WAS WOLLEN WIR TRINKEN
- RAUSTRO
É ótimo. Eu recomendo, aos amantes Street Punks APOLÍTICOS.
Buscar na Web "Rabauken - All die Jahre"
- Postado por: S3tpunk às 20h12
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Hooligans - O Hooliganismo
Algumas Teorias Sobre o "Hooliganismo"

Mal tinha começado o Campeonato Europeu de Futebol 2000 e já os ingleses tinham percebido que a competição, a nível desportivo, ia correr mal. Os primeiros resultados da sua equipa – maus, como se sabe – deram origem a muitos debates que tinham como objectivo descobrir onde estava o problema. Uns, como é normal nestas coisas de futebol, queriam a cabeça do treinador. Outros, como também acontece, acusavam os jogadores de não darem o seu melhor. Outros ainda, consolavam-se com a ideia de que aquela era a melhor selecção possível de jogadores, acrescentando que se não jogaram melhor foi porque não sabem.
A nível desportivo o assunto parecia estar arrumado. Os comentadores limitavam-se a canalizar esperanças para as próximas grandes competições e a salientar a força e a técnica que outras equipas demonstravam. O povo inglês estava desiludido. Sobretudo porque países pequenos faziam muito melhor figura. E, no final, o sapo a engolir foi ainda maior: o país pelo qual têm um ódio de estimação – a França – acabaria por vencer o campeonato.

Para os ingleses, neste Campeonato importava não só conquistar um bom resultado mas também melhorar a ideia que o resto do Continente tem em relação aos "hooligans". Os cidadãos ingleses responsáveis estavam preocupados com o que esta espécie de compatriotas seus iria fazer dentro e fora dos estádios. As preocupações passaram do cidadão comum para os políticos e para as forças de segurança. O primeiro-ministro Tony Blair pedia aos adeptos ingleses que se comportassem. As autoridades criaram uma lista com os nomes dos "hooligans" mais perigosos para impedir que atravessassem o canal com rumo aos estádios onde se realizava a competição.
Mas muitos ingleses, incluindo muitos dos que estavam proibidos de o fazer, atravessaram o canal e desembarcaram no continente, prontos para a confusão. Havia "jaulas" preparadas para quem criasse problemas à ordem pública. Os "hooligans" estavam na mira de todos. E não foi preciso muito. À primeira derrota – por sinal com a equipa portuguesa – os apoiantes da equipa inglesa fizeram justiça à sua fama. Muitos foram recambiados para casa e as imagens da televisão e dos jornais mostravam não só o vulgar tipo de "hooligan" mas também um tipo de adeptos com um ar "normal". Muitos destes últimos tapavam a cara porque não queriam ser reconhecidos. Têm empregos respeitáveis – bancários, por exemplo - e não queriam que os chefes os vissem envolvidos em tamanha confusão.
Então, os fazedores de opinião de reino inglês viram aqui uma excelente oportunidade para disfarçar o fracasso da prestação desportiva. Em vez de saber de quem foi a culpa de tal fracasso, orientou-se a discussão para o estado da sociedade inglesa, a tal em que nascem e se desenvolvem os "hooligans". Surgiram as mais espantosas teorias. Não admira que a mais óbvia fosse a de oportunismo político: "A culpa é do Governo". Blair, indignado com a acusação mas envergonhado com o que parte da sua espécie tinha feito para lá do canal, limitou-se a pedir-lhes bons modos. Certamente que sem perceber muito bem onde é que o seu Governo poderia ter errado. Seria um questão de orientações políticas, de opções em matéria de educação ou seria qualquer outra coisa? A dúvida instalava-se...
Propuseram-se, então, as explicações mais bizarras. Uma investigadora feminista viu aqui a sua grande oportunidade para fazer passar a sua teoria: os homens assumem esta agressividade porque já não lhes resta mais nada. Explicando melhor... Enquanto as mulheres têm que provar que têm valor e, por isso, têm vindo a apostar tudo nas tarefas profissionais e sociais, os homens não precisam de se esforçar para ter cargos de liderança. Então, concluiu a investigadora, como já não há desafios que satisfaçam os homens, eles dedicam-se a testar as suas capacidades físicas de uma forma muito mais excitante: bater porque sim e esperar resposta para bater ainda mais.
Não menos surpreendente é a questão militar. Um estudioso foi à televisão dizer que o problema é a falta de uma guerra. Diz ele que o povo inglês prepara os seus jovens para confrontos. É assim, diz ele. E acrescenta que a história mostra que as gerações anteriores puderam exteriorizar a agressividade que lhes foi dada como preparativo para a vida, porque viveram tempos de guerra. Pelo discurso deste senhor, até parecia preferível que a Inglaterra estivesse envolvida num conflito sério, para poder mandar os seus homens para a guerra. Se assim fosse, os ingleses não andariam à porrada aos adeptos de futebol de outros países.... E o caso estava arrumado.

Debater qualquer uma destas possíveis teorias sobre as origens do "hooliganismo", recorde-se, parecia melhor do que enfrentar o fracasso desportivo. Mas no final ficou tudo na mesma: não se sabe por que é que a selecção inglesa teve tão más exibições e resultados; e não se sabe por que é que os "hooligans" fazem o que fazem. Restam os bons bocados de lazer proporcionados por tudo isto a quem está de fora...
- Postado por: S3tpunk às 15h46
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Cock Sparrer
 Texto cedido por: Leonardo Gratz 
Bom coloco aqui a história de uma das minhas bandas favoritas (senão A favorita) na cena oi!.
Cock Sparrer foi formada em 1974, na escola East Ham (Londres). A sua primeira formação eram : Colin McFaul (vocais), Micky Beaufrey (guitarra), Steve Burgess (baixo), e Steve Bruce (bateria). Por volta de 1976 eles faziam showzinhos locais, tocando musicas próprias e covers de bandas como Small Faces, T-Rex e Humble Pie. A famosa história é 1976 é melhor contada pelo vocalista Colin: "Malcom McLaren veio nos ver ensaiar e queria que apoiássemos os Sex Pistols. Ele não queria comprar cerveja pragente, então nós o expulsamos de lá. Alguns meses depois os Pistols eram a maior banda do país - foi o maior erro de nossas vidas..."
Garrie Lammin entrou para a banda em 1977 como segundo guitarrista. Eles assinaram um contrato com a Decca e lançaram o single clássico "Runing Riot" em maio de 77. Apenas cópias promocionais vinham com uma camiseta da banda, que hoje em dia valem uma nota. Um segundo single foi lançado em novembro do mesmo ano, dessa vez um cover da música "We Love You" do Rolling Stones. Nenhum dos singles fez muito sucesso, então a Decca perdeu o interesse na banda. Alguns anos depois a banda descobriu que seu material tinha sido lançado na Espanha em 1978. Desnecessário dizer que copias desse álbum são raríssimas hoje em dia e valem uma pequena fortuna. A banda encerrou suas atividades em abril de 1978, pois sua gravadora tinha perdido o interesse em lançar seus discos e eles estavam presos a um contrato.

O interesse da banda voltou quando lançaram as primeiras coletâneas Oi! Existentes: "Oi! The Álbum" (em 1980) e "Strenght Thru Oi!" (em 1981) que continham músicas antigas do Sparrer. Então em novembro de 1982 vieram as notícias que a banda tinha voltado e iriam lançar um single pelo selo Carrie, "England Belongs To Me" mas de alguma maneira nunca pareceu muito certo. O lado b original do single continha "Colonel Bogey", mas foi substituído de última hora por "Argy Bargy" (um tributo a Terry Adams). A formação da banda era a mesma de antes, com exceção de Garrie Lammin.
Um álbum de material inédito seria lançado pela Carrie Records, mas acabou sendo lançado pela Razor Records. O LP "Shock Troops" finalmente foi lançado em 1983. Agora o novo guitarrista Micky Beaufoy saiu da banda pó causa de pressão da família e do trabalho, e foi substituído por Shug O´Neil e pelo brasileiro Chris Skepis. Se você achava que o álbum era bom, a banda era melhor ainda ao vivo, quando tocaram em alguns shows para divulgarem seu disco. Um problema em um show em Londres tirou a banda do mapa e nada mais foi dito sobre eles até outubro de 1984, quando o álbum "Running Riot in 1984" foi lançado. Um álbum mais suave e não tão bom quanto o "Shock Troops", apesar das versões ao vivo de "Chip On My Shoulder" e "Running Riot" serem devastadoras, mas mostraram que a banda talvez tivesse ficando sem idéias. Então, como antes, as coisas ficaram paradas denovo..
- Postado por: S3tpunk às 12h26
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Um Protesto Ideológico
Gostaria de fazer um pedido às pessoas que estão no poder.
Quero de volta a consciência crítica dos cidadãos. O engajamento político, a preocupação com a educação, a ação dos homens conscientes e responsáveis que procuravam alterar a realidade social do país. Quero de volta a chama do debate público que nos foi roubado por esse poder invisível que nos força a pensar e agir como agimos. Uma força espúria que nos iguala aos fracos e conformistas.O diálogo consciente e crítico foi substituído pelo horário da novela e pelas propagandas que são despejadas diariamente em nossa vida (não existe nenhum lugar do mundo que esteja livre da publicidade).
Antigamente havia homens, chamados jornalistas, que não se deixavam manipular por interesses alheios; pois havia a história a se fazer e uma meta a atingir. Isso foi suprimido. Sua função hoje é harmonizar os interesses da publicidade, afinal, é ela quem paga o seu salário e foi ela quem comprou a sua liberdade. A liberdade de pensar e se expressar.
Pobres coitados, vítimas do capitalismo. Venderam a alma em troca de um salário com carteira assinada e agora não têm mais a chance de mudar a realidade, pois perderam o que de mais precioso existia na carreira: a possibilidade de transformar o quadro social. Por isso eu intervenho em nome deles.
Os trabalhos dos jornalistas atuais são visualmente perfeitos mas ideologicamente vazios. Peças publicitárias são confundidas com notícias. Grupos institucionais corruptos são os editores dos jornais contemporâneos. O ACM na Bahia não me deixa mentir. A abulia se apoderou daqueles que outrora era fomento de consciência crítica.
A velha e saudosa roda de conversa no botequim – que era o principal passatempo há algumas décadas atrás e da qual surgiram várias idéias políticas - sucumbiu ao avanço tecnológico e ao mundo globalizado, que preza pela corrida ao dinheiro. Criaram até um jargão: “Tempo é dinheiro”. O que diriam os estudantes que fundaram a UNE ou os hippies dos anos 70 se sugeríssemos a eles viver em uma sociedade sem liberdade de expressão e submetidos a interesses de capitalistas sem nenhuma preocupação política com o país? Talvez achariam graça.
Em tempos mais folclóricos se dizia que o único bem de um povo e que jamais poderia ser roubado é a possibilidade de pensar segundo aquilo que ele acredita. E agora que isso nos foi roubado, qual é o nosso maior bem? Uma carteira de trabalho assinada? Alguns jornalistas acham que sim (...)
E o pior de tudo isso é que não sentimos falta da liberdade que nos foi tirada. Concordamos passivamente e seguimos assistindo novelas e comerciais. Enquanto vamos presenciando um processo de degradação ideológica através da mediocridade do espírito. Por isso eu protesto em nome daqueles que venderam a alma. Quero de volta um mundo melhor, ou pelo menos, a esperança de poder construí-lo.
- Postado por: S3tpunk às 10h34
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O guia oficial do documentário mais famoso e provocativo dos últimos tempos
Para Leitores Assíduos...

Tudo sobre como Michael Moore idealizou o filme Fahrenheit 11 de setembro, o documentário mais visto de todos os tempos, que tirou o sono do presidente George W. Bush
O livro – O livro oficial do filme Fahrenheit 11 de setembro é tão instigante quanto o documentário. Permite ao público ver como o diretor destrinchou os fatos em torno da história política de George W. Bush, dos atentados de 11 de setembro e da guerra no Iraque, e como os utilizou em sua narrativa documental. Além do roteiro completo, o livro inclui uma extensa relação de fontes e provas que servem de suporte para os relatos apresentados no filme, reunindo ainda artigos, cartas, fotos e cartuns sobre o mais influente documentário de todos os tempos, elogiado pela crítica e pelo público. Com esta obra, o leitor encontra uma rara oportunidade de mergulhar no estilo Moore de fazer cinema.
História do livro – O júri do Festival de Cannes concedeu, com unanimidade, o prêmio de melhor filme de 2004 para Fahrenheit 11 de setembro, de Michael Moore. É o segundo documentário na história – e o primeiro norte-americano – a ganhar a Palma de Ouro em Cannes. Rodeada de polêmicas antes mesmo de sua estréia, a película foi lançada nos Estados Unidos no dia 25 de junho de 2004 e bateu todos os recordes de bilheteria no gênero documentário. Mas um dos seus maiores méritos foi ter iniciado uma discussão internacional sobre a administração Bush – seu principal alvo – e a guerra do Iraque. O diretor Michael Moore também fez questão de que o filme chegasse aos cinemas americanos meses antes das eleições presidenciais nos EUA, como forma explícita de influenciar o voto dos eleitores
- Postado por: S3tpunk às 16h37
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